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Banca exalta oportunidades geradas na crise

Nascido entre a bolha do subprime e a recessão brasileira, Fogaça Moreti Advogados mostra capacidade de adaptação com modelo baseado na fidelização dos clientes e atendimento amplo

São Paulo – Fundado em 2008, o escritório Fogaça Moreti Advogados Associados tem nove anos de atividade e já passou por duas crises econômicas. Segundo o sócio Daniel Moreti, os últimos anos testaram a capacidade da banca de se adaptar.

“O ano de 2009 e os últimos dois anos foram bem difíceis com um mercado em dificuldade e as empresas segurando investimentos, mas a atuação do advogado não acaba quando há crise, o foco apenas muda”, afirma.

Moreti observa que enquanto algumas áreas ficam mais fracas em tempos difíceis como fusões e aquisições e mercado de capitais, outras como recuperação judicial e até mesmo o contencioso tributário acabam ganhando importância, afinal, a companhia em dificuldade vai ter mais disposição a discutir o pagamento de tributos para garantir a menor perda possível de dinheiro.

Além da capacidade de adaptação, o próprio modelo de negócios do Fogaça Moreti ajudou o escritório nesses anos, avalia Daniel Moreti. “Nosso perfil é de trabalhar constantemente com as empresas. Não fazemos trabalhos pontuais. Compreendemos a necessidade e a vida da empresa. Isso nos permite, a cada momento ver o que é melhor para ela”, explica.

De acordo com Moreti, originalmente, o escritório era uma butique especializada em direito tributário, mas conforme as necessidades dos clientes foram se apresentando e a carteira também se expandiu, a banca passou a atuar em praticamente todas as áreas do direito empresarial. “A atuação tributária se dirigia a empresas, então sentimos a necessidade de também atender a outras áreas ligadas ao direito empresarial. Foi aí que o Cristiano Fogaça que era sócio de outra banca na área cível, passou a fazer parte do escritório”, conta o advogado.

Depois disso, o escritório também trouxe mais sócios para a área penal e para a área trabalhista. “No início de 2017, preenchemos todos esses setores. Agora somos full service para as empresas de porte médio ou grande e atendemos no tributário e em áreas análogas”, destaca ele.

No caso do ramo penal, a ideia é auxiliar as empresas de maneira preventiva, com assessoria na área de compliance, e também no contencioso caso algo fuja ao controle dos empresários. Contudo, o sócio avisa que a seleção de clientes da banca é feita justamente para não deixar passarem empresas mal intencionadas.

“A nossa seleção de critérios passa pelo perfil do cliente, que tem que estar em harmonia com o trabalho que fazemos. Se o cliente quer sonegar, não é aqui que ele vai encontrar refúgio.”

Segundo Moreti, no longo prazo não é sustentável a relação de proteger uma companhia que pratique crimes no dia-a-dia como se fosse uma parte do negócio. “Defendemos aquilo que entra na categoria de acidentes de percurso. O perfil do cliente precisa se alinhar ao nosso. É nesse sentido que trabalhamos em conjunto a estratégia”, observa.

Transparência

Um dos principais requisitos para que o escritório faça atendimento à empresa, é que haja transparência dos donos do negócio. “Exigimos que o cliente seja bastante transparente, por isso conversamos muito antes de fechar o contrato. Queremos saber onde podemos chegar com a empresa e o que ela procura. Dependendo do caso, pode não ser viável a parceria por diferenças de filosofia”.

Essa filosofia, comenta o sócio, é a busca por uma parceria com as companhias para atingir uma solução customizada capaz de dar segurança jurídica às empresas sem inviabilizar a operação.

“O que agregamos e temos como diretriz é a questão de uma base tradicional de atuação aliada a experiência profissional, atualização em todos os setores e sólida formação e atuação acadêmica”, acrescenta o especialista.

Moreti lembra que tanto ele como seus dois sócios, Ademar Fogaça Pereira e Cristiano Padial Fogaça Pereira, são professores. O próprio Moreti, além de lecionar na faculdade Damásio, em São Paulo, na universidade São Judas e em diversos cursos de pós-graduação como professor convidado. “Todos nós temos atuação acadêmica. Outros associados com forte formação acadêmica são a Isa Stefano da área cível, que é doutora e mestra pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e o José Nabuco, que é professor de direito e processo penal.”

Hoje, o Fogaça Moreti conta com 10 advogados e mais seis funcionários da área administrativa. E segundo o sócio, mesmo com a equipe menor, os advogados tem sido capazes de dar conta de uma carteira de 150 clientes.

A equipe menor é estratégica para que o tipo de atendimento pregado pela banca continue acontecendo. “Cada cliente hoje está sob responsabilidade de um sócio. Podemos até ter mais sócios para dar conta de mais clientes, mas há um limite. Não fazemos um trabalho massificado”, conclui.

Ricardo Bomfim

Perfil do escritório Fogaça Moreti Advogados veiculado em 11/9/2017 no jornal DCI

 

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